domingo, 22 de dezembro de 2013

Espírito de Natal paulistano

O paulistano tem uma relação tão simbiótica com o carro que, em vez de estacionar o carro e ir a pé para ver a decoração de Natal na Paulista, ele prefere fazer isso de dentro do carro, indo a 5km/h, e um buzinando atrás do outro.

É isso aí, paulistanos. Vocês venceram na vida... NOT!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Homenagem a Nelson Mandela

Morre uma das pessoas mais marcantes do século XX, Nelson Mandela. Sei que muitos aqui já sabem, mas também sei que muitos não conhecem tão bem a história por trás deste gigante. 

Por exemplo, ele foi uma das principais lideranças, inclusive na luta armada, contra o Apartheid, um regime que colocava a nossa ditadura no chinelo e mais lembrava um Reich nazista. Por conta disso, ficou 27 anos preso. Sim, 27 anos. Mais ou menos o que a maioria aqui tem de vida. E quando ele saiu da prisão, ele não jurou vingança àqueles que lhe fizeram mal; pelo contrário, pediu a todos que buscassem a reconciliação, tentando acalmar o desejo de vingança dos negros.

Em seguida, foi eleito presidente, encerrando o longo período de governos apenas por brancos. Chegando ao poder, conteve seus partidários de buscarem a retaliação e clamou pelo diálogo. Um dos feitos mais simbólicos disso foi o apoio à seleção nacional de rugby, esporte de preferência dos sul-africanos brancos, durante a Copa do Mundo realizada na África do Sul. Acreditando que isso poderia incentivar a união nacional por uma mesma causa, ele apelou a todos para que torcessem e apoiassem a seleção até a vitória, o que de fato ocorreu, e foi retratado de forma muito bonita no filme "Invictus".

No fim do seu mandato, não buscou se reeleger, o que ele conseguiria facilmente, se quisesse. Já em idade avançada, preferiu usar seu capital político para liderar uma luta contra o HIV/AIDS, um mal que assola particularmente com grande força o seu país. E, ontem, depois de um longo período com diversos problemas de saúde, pôde enfim descansar.

Mandela não foi um homem perfeito. Repetiu ano na universidade, pegou em armas, teve relacionamentos amorosos conturbados, fez algumas escolhas políticas ruins em seu governo, etc. Mas é bom saber que ele não foi perfeito, porque, talvez, entre as nossas imperfeições, podemos também almejar ter algumas das suas virtudes. E no final das contas, ele sempre será um dos melhores exemplos do que há de melhor no ser humano.

Rest in peace, Madiba!