terça-feira, 27 de agosto de 2013

O tal do "Revalida"

O bom desse debate todo é que trouxe à tona essa questão do "Revalida". 

Em vez de aplicar um teste, não seria mais sensato olhar o currículo do médico estrangeiro que vem trabalhar no Brasil? Ver se ele estudou em universidades de boa reputação, onde trabalhou e sua experiência?

Mas não, em vez disso, utilizam uma prova surreal, feita para não passar. Tanto que, se aplicada aos formandos brasileiros, quase nenhum passaria (segundo relatos de quem já fez a prova). Assim, fica claro que serve apenas para criar uma reserva de mercado para formandos brasileiros da excessivamente corporativista classe médica brasileira.

Eu conheço bem todo esse problema da questão de revalidação e sei como isso é ridículo. Estudei Ciência Política em um dos centros mais renomados da Europa. Mesmo assim, tive que passar por um longo e extremamente burocrático processo de revalidação de diplomas que durou mais de 2 anos, custou milhares de reais e envolveu pilhas de documentos. E ainda me fizeram estudar duas disciplinas a mais, para se adequar ao que é visto aqui.

Mas tudo para quê? Para garantir a qualidade do meu estudo? Claro que não. Só serve para alimentar uma máquina burocrática que vive dessas pequenas coisas, além de dificultar a sua vida. São heranças arcaicas de um sistema falido, no qual ninguém ousa mexer. Tudo poderia ser mais simples, tanto no meu caso, quanto no caso dos médicos, mas o que não falta é gente que não quer que seja assim. Infelizmente.

sábado, 24 de agosto de 2013

Médicos cubanos (entre outros) no país do invertido

O Brasil é mesmo o país do invertido.

Os advogados, que têm má fama, montaram uma estrutura voluntária para ajudar legalmente os presos em protestos, enquanto a OAB atua firmemente na defesa dos direitos civis.

 Enquanto isso, os médicos (não todos, é claro), considerados de uma profissão nobre, saem em protesto contra a vinda de médicos estrangeiros, chegando ao ponto de algumas entidades médicas ameaçarem ir à polícia para tentar impedir isso.

Ou seja: "Dane-se o pobre que tá lá no interior morrendo sem médico, não quero estrangeiro, com ideologias de praticar a medicina para ajudar o próximo sem pensar apenas no lucro (que absurdo!), competindo no meu mercado, e ameaçando os meus salários altos."

País maluco mesmo...